quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A jangada de Buda

Uma das célebres parábolas de Buda:
 
Um viajante chega à beira de um rio muito grande. A margem do lado onde se encontra é perigosa, assustadora e povoada de animais selvagens. O outro lado do rio parece ser um local seguro, que não oferece perigos. Ele não vê nenhuma ponte para cruzar o rio, nenhum barco. Toma então a decisão de construir uma jangada com galhos de árvores, ramos e folhas. Depois, usando as mãos e os pés, atravessa o rio com ajuda desta jangada. Chega são e salvo à outra margem, que é realmente tranqüila e reconfortante.
Depois diz para si mesmo: “Esta jangada me foi muito útil. Graças a ela atravessei de uma margem para a outra. Seria melhor que eu a levasse comigo onde quer que fosse”.
Afasta-se, com a jangada nas costas.
Buda considerava este homem, que levava uma jangada nas costas, como alguém insensato. Recomendava a seus discípulos que se desfizessem “até das coisas boas” e mesmo de excelentes ensinamentos sob pena de se comportarem como loucos.
 
(Texto retirado do livro "Círculo dos Mentirosos" organizado pelo escritor francês Jean Claude Carrière).

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