O aumento da cotação do dólar afastou parte dos nossos consumidores dos produtos importados, além de tornar atraentes para o mercado externo nossos produtos antes rejeitados. A inflação ajudava nossa produtividade da mesma forma. A frase do ministro Mário Henrique Simonsen dizia tudo sobre o assunto: "a inflação aleija, mas o câmbio mata".
O problema é que estes paliativos não resolvem nossos problemas estruturais e ainda os mascaram.
Gastos previdenciários em 420 bilhões de reais/ano (só a previdência dos servidores públicos federais exige 100 bilhões de reais a mais todo ano), legislativos (faz de conta) mais caros do mundo, judiciário com salários altíssimos, são apenas alguns exemplos de problemas estruturais que tornam impossível ao Estado investir em educação, infraestrutura e saúde como deveria.
A culpa não é deste governo mas obra coletiva de todos os anteriores. O problema se torna maior agora com a globalização fincada no livro acesso aos portos de produtos chineses duráveis com preços cada vez menores e fabricados Deus sabe em quais condições.
Daí o fato das condições agora serem mais complexas e exigirem ação imediata.
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